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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rio: GPS dará horário exato de ônibus a usuários


Ônibus com horário certo de chegada no ponto. O que parecia impossível está cada vez mais perto de ganhar as ruas do Rio. Um sistema de monitoramento de veículos por satélite (GPS), criado pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da UFRJ, promete pôr fim às intermináveis esperas nas paradas de ônibus.
A prefeitura do Rio quer aplicar a tecnologia em toda a frota da cidade. Inicialmente, o modelo deverá ser adotado nas paradas distribuídas ao longo de vias expressas, como as as avenidas Brasil e a Rio Branco e o Aterro do Flamengo.
O programa está em fase final de testes no campus da Ilha do Fundão. Ele permite saber com exatidão o horário de parada de cada um dos 13 ônibus da Viação Real Brasil que circulam entre os prédios da universidade e o campus da Praia Vermelha. Os passageiros gostaram da novidade. Através do rastreamento por GPS, é possível saber a localização, a velocidade, o tempo de viagem e quantos minutos faltam para ele chegar ao ponto. "Temos cadastrados no nosso banco de dados o tempo e a rota de cada linha. Dá para saber até se o motorista está dirigindo acima da velocidade permitida ou se está atrasado", explica o professor de Engenharia de Transportes da Coppe Ronaldo Balassiano.
O projeto, desenvolvido pela equipe dele há cinco anos, chamou a atenção da Secretaria Municipal de Transportes. "Todas as empresas de ônibus interessadas em participar da próxima licitação terão que equipar seus carros com GPS. Os empresários também serão os responsáveis pela instalação dos painéis nos pontos", afirma o secretário Arolde de Oliveira. No Rio, os 223 carros da Viação Tijuquinha, que fazem a integração com o metrô da Estação Saens Peña, já são monitorados por satélite.
Ronaldo Balassiano explica que as informações serão transmitidas para os painéis instalados nos pontos de parada. A tecnologia utilizada pela UFRJ permite que os horários dos carros sejam atualizados a cada 30 segundos para o usuário.
A partir de hoje, alunos, funcionários e professores da UFRJ que utilizam os veículos da viação Real Brasil poderão consultar pela Internet (http:// rastreamento.pet.coppe.ufrj.br) os horários de parada. Numa segunda etapa, os dados poderão ser transmitidos por celular. "A pessoa digita o número da linha e saberá em quanto tempo o ônibus chegará ao ponto", prevê Ballassiano.

O Dia

sábado, 10 de maio de 2008

Amazonas é maior rio do mundo


A Sociedade Geográfica de Lima, apoiada por entidades da comunidade científica internacional, pôs fim à polêmica sobre a origem do rio Amazonas. Com nascente nos Andes do sul do Peru, o Amazonas é o maior rio do mundo, com quase 400 km a mais do que o Nilo, na África.

A sua nascente é na quebrada Apacheta, na base do Nevado Quehuisha, no departamento de Arequipa, a 5.150 m de altitude. Ele percorre 7.062 km de extensão até a sua desembocadura no Atlântico, após percorrer Peru e Brasil.
O Amazonas tem 391 km a mais do que o Nilo, na África, que se estende por 6.671 km, de acordo com o especialista Zaniel Novoa, da Sociedade Geográfica de Lima, e com o jornalista e explorador polonês Jacek Palkiewicz, que liderou, em 1996, uma expedição multinacional na sua nascente.
Palkiewicz chegou a estabelecer essa medição, que é validada 12 anos depois por importantes entidades da comunidade científica internacional. Entre elas, estão a Sociedade Geográfica de Londres, a Academia de Ciências da Rússia e o brasileiro Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Além de determinar sua nascente e sua extensão, é importante divulgar os benefícios do rio Amazonas para toda a América do Sul e o fato de que se trata de uma das últimas reservas naturais do mundo, destacaram os especialistas. Palkiewicz disse que pretende voltar à nascente do Amazonas no ano que vem, à frente de uma nova expedição, para fazer novas pesquisas, especialmente sobre o possível impacto do aquecimento global sobre o rio.
Para Novoa e Palkiewicz, indagações anteriores, como a feita pela National Geographic Society, em 2000, e por uma expedição tcheca anos antes, "carecem de valor científico e não eram sérias". Ambas divulgaram que a nascente do Amazonas seria no nevado Mismi, da quebrada Carhuasanta, também no Arequipa.
Com o apoio de entidades científicas internacionais, a Sociedade Geográfica se propôs a iniciar uma campanha para divulgar a pesquisa de Palkiewicz entre todas as instituições geográficas do mundo.
AFP