terça-feira, 29 de julho de 2008

SAC: novas regras incluem opção direta para cancelar serviço





O Ministério da Justiça anunciou nesta terça-feira novas regras para simplificar o atendimento da população por meio dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) das empresas e facilitar o processo de cancelamento de serviços e de reclamação por atendimentos não prestados. Uma das principais mudanças é a obrigatoriedade de constar, no menu oferecido ao cliente, a opção para cancelar o serviço imediatamente.
Pelo novo decreto, qualquer reclamação terá de ser solucionada em até cinco dias úteis e o atendente do serviço poderá transferir apenas uma vez a ligação. Outras normas incluem a gratuidade da ligação, a obrigatoriedade de as empresas oferecerem canais direitos ao cliente sete dias por semana e 24 horas por dia, além da possibilidade de o consumidor ter no menu de opções da ligação telefônica a garantia de falar diretamente com o atendente.
Em princípio, as novas regras valerão para reclamações, informações e cancelamento de serviços de telefonia, financeiros, aviação civil, energia elétrica, transportes terrestres e planos de saúde. As empresas terão 120 dias para se adequar às novas regras a partir desta quinta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o decreto que regulamenta os serviços do SAC.
De acordo com as novas regras, os clientes também poderão requisitar às empresas, e ter no prazo máximo de 72 horas, um histórico de sua reclamação ou pedido de informação.
Futuras portarias do Ministério da Justiça irão definir o tempo máximo que o cliente pode aguardar atendimento por telefone. A tendência é 70% dos serviços tenham tempo máximo de espera de 60 segundos e 30% dos serviços, 120 segundos.
"O consumidor precisará contar sua história uma única vez. Não precisa contar sua história, o nome de sua avó e do seu cachorro para ter um serviço. Não pode haver um périplo de 15 instâncias para se conseguir a informação solicitada", comentou, com ironia, a secretária de Direito Econômico.
Segundo o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) Ricardo Morishita, a iniciativa do novo decreto ocorreu em resposta aos "excessos" cometidos pelos serviços de call-center das empresas. Lideram a lista de reclamações do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) os serviços de telefonia e assuntos financeiros, como cartão de crédito.
A fiscalização do comportamento dos SACs será feita pelos Procons de todo o País. O Ministério Público e as defensorias públicas também deverão atuar no caso e, eventualmente, autuar as empresas que descumprirem as novas regras. Entre as sanções previstas para as empresas estão multas de até R$ 3 milhões.

Paint or Die But Love Me - Pinte ou Morra, mas me Ame


A mesa chama-se “Paint or Die But Love Me” (Pinte ou Morra, mas me Ame) e é obra do designer francês John Nouanesing. O óculos e a banqueta são de autoria da alemã Anna ter Haar.


The table call “Paint or Die But Love Me” by John Nouanesing, a french designer. The sunglasses is by Anna ter Haar, from Germany.

sábado, 26 de julho de 2008

Bafômetros para uso pessoal


Com a nova lei-seca em vigor, um mísero bombom de licor pode se tornar vilão e responsável por uma salgada multa, suspensão da carteira e quiçá até detenção do motorista. Mas não se você for uma pessoa precavida. Já estão disponíveis no mercado uma série de mini-bafômetros para carregar consigo e testar se - dentro dos parâmetros da lei - você está apto, ou não, para conduzir seu carro.

Pequim nega poluição


A organização dos Jogos Olímpicos assegurou neste sábado que a cidade de Pequim conseguiu baixar a poluição, gerada pelos automóveis, em cerca de 20% durante os últimos vinte dias, graças ao plano de diminuição do tráfego nas ruas, e negou veementemente que as nuvens cinza que os turistas e jornalistas avistam na capital chinesa sejam por conta do ar poluído.
Mesmo com todos os argumentos científicos que apresentaram aos jornalistas durante entrevista no MPC (centro de imprensa dos Jogos), as autoridades locais no tema de meio-ambiente pareceram não convencer os jornalistas estrangeiros, que observam e sentem os efeitos a poluição no céu de Pequim, que mas parece uma névoa sombria.
"Entre os primeiros 25 dias do mês de julho, 22 deles estiveram com boa qualidade do ar. Desde o começo são 145 dias assim, 15 a mais se comparado com o ano passado", afirmou orgulhosamente Du Shaozong, vice-secretário municipal de Proteção Ambiental de Pequim.
"Sobre a concentração de fatores poluentes, a maior quantidade sempre é gerada pelo trânsito da cidade, devido a emissão de monóxido de carbono, dióxido e outras partículas. Essa concentração de poluição reduziu em 20% e o API (Índice de Poluição do Ar, em português) também baixou o mesmo percentual em relação ao mesmo período do ano anterior", completou.
Após se encerrar o discurso oficial do vice-secretário municipal foi aberto o espaço para perguntas da imprensa chinesa e internacional. "Não consigo ver o Ninho de Pássaro por conta dessa névoa, vocês estão conseguindo ver?", indagou um jornalista australiano. "Quando tomamos banho também não conseguimos ver bem por conta do vapor d'água e isso não chamam de poluição", respondeu Shaozong.
"A nuvem negra que aparece não é poluição, é apenas vapor d'água concentrado no ar e as condições climáticas são desfavoráveis", tentou explicar a autoridade. "Não se choveu na última semana e a chuva é muito importante para baixarmos o nível de poluição e limpar o ar", completou.
O governo de Pequim tomou algumas ações no último mês para tentar abrandar as más condições climáticas. No começo de julho, as autoridades retiraram 300 mil veículos com alta emissão de gases poluentes das ruas e, a partir do dia 20, instituiu um rodízio alternado para placas com finais pares e ímpares.
Recentemente, a BBC publicou em seu site, na Inglaterra, um estudo em Pequim, onde advertia que seis dos sete dias inspecionados pelos cientistas superaram o padrão de nível de poluição recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em um dos dias, a quantidade de poluentes chegou a ser sete vezes maior que o permitido.
Durante a entrevista concedida neste sábado, os ambientalistas não se referiram a este estudo, mas citaram fotografias da própria BBC que mostravam uma mesma imagem da cidade com e sem poluição.
"Não podemos e nem devemos nos guiar por fotos e percepções, nós seguimos cientificamente o tema e a ciência nos mostra que estamos alcançando os resultados esperados para termos uma boa qualidade do ar durante os Jogos Olímpicos", disse Du Shaozong.
Consultados sobre a probabilidade de chuva para o dia da cerimônia de abertura da Olimpíada, em 8 de agosto, as autoridades preferiram se esquivar do assunto. O temor principal das tempestades durante o evento é grande, já que o show de fogos de artifício pode ser cancelado neste caso, como já declararam algumas autoridades há alguns dias.
Os Jogos de Pequim serão realizados de 8 a 24 de agosto.


Redação Terra

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Fusca de madeira


Um Fusca de madeira virou atração na cidade de Banja Luka, na Bósnia, segundo informações divulgadas pela agência AP. Momir Bojic, 50 anos, levou um ano para cobrir o seu velho fusca com carvalho e torná-lo trafegável.
» Veja fotos do Fusca
Momic ocasionalmente passeia com o carro pelas ruas da cidade, chamando a atenção dos pedestres. O veículo é inteiramente revestido pela madeira, incluindo pára-brisas e rodas.

domingo, 20 de julho de 2008

Perder emprego é mais traumático do que viuvez


Perder o emprego é mais traumático do que ficar viúvo ou divorciado, segundo um estudo divulgado na Alemanha.
O estudo que, durante 20 anos, analisou o nível de satisfação de centenas de alemães, concluiu que acontecimentos importantes na vida de uma pessoa, como ter filhos ou casar-se podem trazer um grau maior de felicidade, mas apenas temporariamente, de acordo com pesquisa realizada na Alemanha.
O nível básico de felicidade de uma pessoa comum essencialmente permanece o mesmo durante toda a vida adulta, concluíram os pesquisadores em artigo na publicação especializada Economic Journal.
Mesmo depois de acontecimentos traumáticos e que causam grande infelicidade, as pessoas se recuperam.
Economistas da Grã-Bretanha, Estados Unidos e França, examinaram um processo psicológico chamado "adaptação" - a forma como os seres humanos ajustam seu humor a novas circunstâncias - boas ou más.
DesempregoVoluntários alemães com idades entre 18 e 60 responderam a questionários no começo do estudo e depois, regularmente, durante duas décadas, que pediam que eles dessem uma medida para a sua própria felicidade.
No questionário também se pedia que eles mencionassem fatos importantes que ocorriam em suas vidas.
Os pesquisadores constataram que apenas a perda de um emprego causou uma redução mais duradoura do estado de espírito dos entrevistados, cinco anos depois da ocorrência.
O desemprego deprime mais os homens do que as mulheres, mas em outras ocorrências, de maneira geral, a reação entre os sexos é muito semelhante.
No caso de outros eventos traumáticos, tais como viuvez e divórcio, o estado de espírito foi abalado, mas depois houve uma recuperação.
Em eventos positivos, tais como casamento e paternidade, o impacto sobre as pessoas foi passageiro.
Os pesquisadores calcularam que a felicidade aumenta por ocasião do nascimento de um filho e fica nesse patamar durante dois anos antes de o estado de espírito do pai ou mãe voltar ao normal.
Yannis Georgellis, da Universidade de Brunel, na Inglaterra, que participou da elaboração do estudo, disse que suas conclusões sugerem que o velho ditado de que "o tempo cura tudo" pode ser verdadeiro em muitos casos.
Segundo ele, o seu estudo reforça a tese de outros trabalhos que dizem que as pessoas se recuperam de acontecimentos negativos muito depressa. "Há alguma literatura sobre pessoas que se tornaram paraplégicas que, quando entrevistadas poucos anos depois, tinham níveis de felicidade similares aos de pessoas que não foram afetadas desta maneira."
"Da mesma forma, há estudos de pessoas que ganharam na loteria que não são mais felizes no longo prazo", acrescentou.
BBC Brasil

sábado, 19 de julho de 2008

Por que às vezes um cumprimento dá choque?


Quantas vezes você apertou a mão de alguém ou abriu a porta de um carro e tomou um choque? Esse desconforto acontece quando a carga estática de uma pessoa está diferente de outra, ou seja, um está mais "carregado". Nessa situação, o contato físico resulta em uma troca de cargas elétricas.
Essa sensação não traz maiores danos, até porque a corrente gerada é muito baixa, explica a professora Gabriela Hoff, da Faculdade de Física da PUC-RS. "Cada corpo com acúmulo de carga apresenta um potencial diferente. Quando em contato, estes corpos propiciam a passagem de carga em função do tempo, ou seja, corrente elétrica", explica ela.
Os choques deste tipo são mais comuns no inverno, quando muita gente usa roupas de lã sintética, material que mantém a carga elétrica. Se a pessoa está descalça, essa corrente é liberada aos poucos e não chega a ser percebida. Porém, se a pessoa está com um calçado com solado de borracha, que serve como isolante, ela acumula maior carga. Nesse caso, um simples aperto de mão em outra que não tem a mesma carga estática podem fazer com que ambas sintam um leve choque, pois o excedente de carga em uma das pessoas se distribui, passando parcialmente para a outra.
O mesmo princípio acontece quando encostamos em um carro. Se estivermos com acúmulo de carga elétrica, ao tocarmos na porta do automóvel também sentimos o choque, pois o carro acumula carga ao se movimentar. O atrito com o ar faz com que a carga elétrica fique na superfície externa do carro, que é de metal.
Mas, afinal, o choque é o mesmo para todo mundo? Não, responde a professora Gabriela, que exemplifica que o choque pode ser em maior intensidade e dor para duas pessoas expostas a uma mesma correntetensão de 110 Volts. A explicação é a resistência do circuito e até a parte do corpo que foi exposta ao choque: se encostar um dedo em uma tomada, o choque é maior do que se o contato for com a mão, pois nesse último caso há uma maior dispersão. Além disso, cada pessoa apresenta uma resistência diferente, pois cada indivíduo e composto por proporções diferentes entre os tecidos que formam o corpo.
O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA (miliampère). Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A, dependendo se a corrente é contínua ou alternada, os efeitos variam.